Hoje
é um dia de tristeza para muitos, de doces recordações para outros e de enorme
indiferença para milhões de pessoas. No ocidente cristão, hoje relembramos
aquelas/es que partiram desta vida, os chamados "finados".
Para
aqueles que abraçaram a filosofia espírita, é um dia especial para rememorarmos
positivamente os que partiram do mundo físico antes de nós. A chamada morte é
um fato irreversível, todos caminham na direção dela e um dia também teremos que
deixar essa carcaça física e ajustarmos as contas com a nossa consciência.
Em
"O Livro dos Espíritos", Kardec fez a seguinte pergunta:
321.
O dia da comemoração dos mortos é, para os Espíritos, mais solene do que os
outros dias? Apraz-lhes ir ao encontro dos que vão orar nos cemitérios sobre
seus túmulos?
“Os
Espíritos acodem nesse dia ao chamado dos que da Terra lhes dirigem seus
pensamentos, como o fazem noutro dia qualquer.”
Os
espíritos desencarnados se comunicam conosco tanto no dia de finados como em
qualquer outro dia. Eles atendem ao nosso "chamado" mental, nossas
orações. Esse é o ponto de conexão entre as duas dimensões (física e
extrafísica) e é isso que os atrai, os nossos pensamentos.
Logo
em seguida, encontramos outra questão esclarecedora:
321.a)
- Mas o de finados é, para eles, um dia especial de reunião junto de suas
sepulturas?
“Nesse
dia, em maior número se reúnem nas necrópoles, porque então também é maior, em
tais lugares, o das pessoas que os chamam pelo pensamento. Porém, cada Espírito
vai lá somente pelos seus amigos e não pela multidão dos indiferentes.”
A
presença dos espíritos nos cemitérios só é maior no dia de finados porque é
maior a quantidade de pessoas que em pensamento os invocam nesta data e local.
O aspecto mais importante não é o dia em si mesmo, mas os laços de amizade e
simpatia que unem as almas dos que se encontram em outra dimensão com
aquelas/es que aqui ainda permanecem.
A
conclusão que chegamos é que visitar os túmulos dos nossos amigos e entes
queridos é um gesto de carinho somente na medida em que estamos em conexão
mental com seus espíritos, caso contrário, pode ser apenas um ritualismo
exterior e sem conteúdo. Além disso, se a conexão real se dá mentalmente, entre
os espíritos (encarnados e desencarnados), a visita aos túmulos se torna
secundária diante do amor que vibra em nosso interior e que realiza o
verdadeiro tributo aquelas/es que fizeram a grande viagem antes de nós.
Dentro
da visão de mundo espírita, você é livre para visitar o cemitério ou não, pois
o mais importante é o amor, o carinho, a saudade – que não é depressiva – que
nos vincula aos espíritos. Assim formamos “teias” de vibração amorosa, luz e
simpatia. Claro que podemos e devemos expressar nossos sentimentos de dor e chorar
é humano, mas desesperar-se jamais. A filosofia espírita nos esclarece que a
morte física não é o fim, mas o começo de uma nova vida e mesmo a ciência,
lentamente, vai se aproximando dessa tese.
Nenhum comentário:
Postar um comentário